Reciclagem vai além do ensino formal
Para continuar afiado no ambiente de trabalho, especialistas recomendam a busca contínua pelo aperfeiçoamento. Aliás, essa orientação vale para todas as faixas etárias. Eles lembram, porém, que não é acumulando cursos de grande duração que se terá a melhor atualização. “Quem tem entre 40 e 50 anos não precisa acumular várias pós-graduações, não precisa colecionar diplomas. Faz uma pós, depois um MBA”, ensina Mariciane Gemin, consultora da Asap.
Ela recomenda ainda que, após realizar essas especializações, o profissional opte por cursos mais curtos e com um investimento “mais confortável” ao bolso. Porém, não é só pelo ensino formal que as pessoas estão buscando se reciclar. “Hoje os profissionais estão se reciclando de várias formas, como a especialização, a participação em palestras e seminários, a leitura de jornais e revistas, as pesquisas na internet e a participação em fóruns de discussão dentro da sua área de atuação”, diz Andréa Gauté, consultora da ACTA.
A participação em congressos e seminários, além de uma ferramenta de reciclagem, é uma maneira de ampliar o networking, conhecer outros estilos de trabalhar e outros métodos de produção. “É muito importante manter seu networking ativo, ou seja, manter a troca de ideias e se relacionar com profissionais de outras empresas e áreas de atuação”, salienta Andréa.
Mudar de ares ajuda, até sem deixar a empresa
Quando o profissional se sente estagnado e não vislumbra mais desafios em sua empresa, é hora de dar uma parada para analisar se está na hora de trocar de empresa – ou de função dentro da mesma empresa. “É preciso desde cedo criar o hábito de pequenas paradas para se observar o que se está fazendo. Conversar com algum amigo ou com a técnica do coaching, que também ajuda a cortar arestas. Para estar pronto para as mudanças, é preciso estar bem consigo mesmo”, diz Susana Azevedo, especialista em coaching.
O profissional deve observar se a origem da insatisfação está na empresa ou na sua atividade, ou ainda no mercado em que atua. Muitas vezes, o desalinhamento está na falta de clareza com relação ao seu objetivo profissional e propósito de vida. “Em alguns casos, vale a pena conversar com o gestor e verificar a possibilidade de mudança no escopo do trabalho e nas responsabilidades dentro de sua área de atuação”, explica Andréa Gauté, consultora da ACTA.
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