sábado, 17 de setembro de 2011

Jogos virtuais solucionam problemas climáticos

Atualmente, 500 milhões de pessoas passam, ao todo, cerca de três bilhões de horas por semana jogando games online. Se você acha que é tempo demais, para a game designer Jane McGonigal, diretora de pesquisa e desenvolvimento de games do Institute for the Future*, isso é muito pouco. O ideal seria que pessoas de todo o mundo unissem esforços para jogar por 21 bilhões de horas semanais até o final da próxima década, como sugere McGonigal. E para que? Para solucionar grandes questões da atualidade como pobreza, fome, mudanças climáticas e conflitos globais.
Mas, como os games online podem ajudar a salvar o mundo? McGonigal explica que eles nos dão alguns poderes que, se aplicados no mundo real, nos tornariam superempoderados para solucionar os problemas citados. Um deles é o otimismo urgente, ou seja, a motivação para agir imediatamente no combate ao obstáculo, combinado com a esperança por sucesso. Outro seria a construção de relações sociais mais fortes. Isso porque participar de um jogo com outras pessoas desenvolve confiança e senso de colaboração, já que estão todos atrás do mesmo objetivo. Interessante, não?
Outro poder dos gamers vem do que McGonigal chamou de produtividade bem-aventurada, que significa que eles são dispostos a trabalhar duro, por muito tempo, se dedicados ao trabalho certo – e são mais felizes ao jogar do que quando relaxam.  Concentração intensa e foco profundo em resolver um problema realmente difícil são outras habilidades.
O problema, para McGonigal, é que quando os obstáculos a serem enfrentados são reais não nos sentimos poderosos, mas ansiosos, oprimidos, frustrados, talvez até depressivos. Para estimular o exercício dos poderes virtuais – e, assim, proporcionar vitórias reais -, uma saída seria jogos que simulassem as grandes questões atuais, como o risco de sobrevivência de espécies, a escassez dos recursos naturais ou a desigualdade social. Afinal, parece mais estimulante imergir numa aventura para mudar hábitos de consumo do que promover a mudança, apenas, porque é bom para o mundo…
Aliado à ideia de que os gamers são uma fonte poderosa para mudança está o fato de que a indústria dos jogos online espera mais um bilhão de novos adeptos apenas na próxima década. Então, diga: o que achou desta proposta? Estaria disposto a investir horas livres em jogos online com esse objetivo? 

Nenhum comentário:

Postar um comentário